De quem é a culpa?

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Criado Mudo nº 08 (de Marcos Salvatore)

Sou incapaz de não exergar a beleza.
Vivo numa cidade que me habita por inteiro.
E a medida do amor é, isoladamente ou em conjunto, equivalente ao que sabemos ter para dar e receber; nem um cigarro a mais, nem um cigarro a menos.

E é preciso aproveitar o tempo antes que ele se aproveite de nós.

E é tarde "paca", meu velho.
Já roubamos, já matamos.
Nos perdemos.
Mas se perder é perda de tempo.

O falso testemunho é perdoado por antecipação.
E a cobiça te espera,
Ela está lá, entre a privada e o chuveiro,
Pronta para te ferrar,
Como um escorpião, cauteloso dono
Da cozinha, do quarto, da sala e do banheiro.