De quem é a culpa?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

À MANEIRA DOS CÃES ( de A. N. Afanassiev)



Num certo país, num certo reino, vivia um grão-senhor: ele tinha uma filha muito bonita. Um dia, ela passeava acompanhada de um lacaio, e este pensou:
- Que bela flor! Não há nada no mundo que eu deseje mais do que ter o prazer de fodê-la, ainda que uma vez apenas: se assim for, nem a morte me assustará mais!
Pensou, pensou e, sem sentir, disse em voz baixa:
- Ah, bela senhorita! Se eu ao menos lhe pudesse saudar à maneira dos cães!
A bela jovem ouviu estas últimas palavras. E assim que voltou para casa, mandou chamar o lacaio, ao anoitecer.
- Repita, seu cretino! – disse-lhe ela. – O que você disse quando eu estava passeando!
- Perdão, senhorita! Eu disse tal e tal coisa.
- Pois bem, para você aprender, comece agora mesmo a imitar um cão; caso contrário. Conto tudo ao meu pai.
E a jovem levantou a saia, pôs-se de quatro, o traseiro ao ar livre, e disse ao lacaio:
- Abaixe-se e cheire, como fazem os cães!
Ele ficou de quatro e pôs-se a cheirar.
- E agora, lamba como lambem os cães!
Ele foi lambendo uma, duas, três vezes.
- E agora comece a correr à minha volta!
Ele pôs-se a correr em volta da garota. Deu dez voltas e recomeçou a cheirá-la e lambê-la. Fazer o quê? O pobre lacaio estava exausto, mas continuava a cheirá-la; cuspia, mas continuava a lambê-la.
- Pois bem, por hoje é só – disse a jovem. – Vá dormir e volte aqui amanhã à noite.
Na noite do dia seguinte, a jovem mandou chamar o lacaio:
- E por quê, seu patife, você não veio por iniciativa própria? Não posso ficar mandando te procurar toda noite. Cabe a você saber o que deve fazer!
E assm dizendo, ela levantou a saia, pôs-se de quatro e o lacaio começos a cheirar sua bunda e a lamber sua buceta. Dez vezes de novo, ele correu em volta dela, depois recomeços a cherar e a lamber.
A jovem se regalava todo esse tempo, mas acabou sentindo pena dele: acabou deitando-se na cama dele, levantou a saia de frente e consentiu que ele a fodesse uma vezinha só. O lacaio cumpriu sua tarefa e disse:
- Não faz mal. Precisei lambê-la toda, mas consegui o que eu queria!

CONHEÇA O BLOG DE FETICHE E CONTOS ERÓTICOS "INFERNO DE SADE": http://infernodesade.blogspot.com.br/

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

LIXO FOI UM DIA... (de Marcos Salvatore)



Correndo na Almirante, atrás de um telefone público que funcionasse. Todos quebrados. Ele corre um pouco mais antes de se abrigar da chuva no ponto do Instituto Evandro Chagas. Madrugada de segunda para terça. Foi quando ela saiu detrás de qualquer coisa. Usava um lenço florido no cabelo. Sapatos ouro velho. Camisola de Cleópatra.

- Sei de um telefone que funciona. Não fica longe. Posso te levar.

Apontou para um fusca azul, conversível, parado mais adiante.

- O quê?

- Te vi correndo, louco, atrás de um orelhão que prestasse. Mas estão todos quebrados não é?

- Ainda tem aquele, perto do portão.

- Também não vai adiantar. Quebrei antes de tu chegares aqui.

- Por que fizeste isto?

- Tu não adivinhas?

(...)

Algumas horas depois, enquanto aquela vadia passava por uma lavagem estomacal, antes do seu depoimento sobre o estado do corpo do marido, que se enforcou com o fio do ferro elétrico, depois de pagar para ficar olhando, encontrou um telefone público que ligava de graça – no Pronto Socorro. Quis acreditar que, dessa vez, alguém atenderia.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

JANELAS DISCRETAS Nº 17 (de Marcos Salvatore)

Grahan Nash, Stephen Still, David Crosby, Neil Young, James Taylor, Joni Mitchell, Carole King, Laura Nyro. Acrescente um céu de firmamento, um pouco de gelo ao vinho barato, uma costela da terra com ascendente venenoso, umas piadinhas sujas antes e depois de cada beijo e você terá uma excelente noite de segunda para terça-feira (só não se esqueça de olhar nos olhos, porra!). PS: dê uma reprisada em "Down By The River", do Neil.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Um brinde! ( De: ReNê Romana)


Um brinde à doçura,à delicadeza, e a harmonia erótica.

Deixei poucas pessoas conhecerem a mulher que me habita.
Essa de verdade, cheia de imperfeições e desordens íntimas,mas que carrega mais ternura do que se pode imaginar.
Eu e minha fome de amor, e essa fragilidade engraçada.
Eu, essa moça que quer ser a protagonista de um sonho bom...
Não que eu quisesse um compromisso com a eternidade,
mas poucos souberam do meu corpo, das minhas marcas, das manhãs de preguiça
e do meu rosto sem maquiagem. É que eu preciso acreditar para me mostrar.
Porque se mostro meus medos, minhas incoerências e fraquezas,só o que consigo é uma rasteira, fico tão desabitada.

É,assim, eu fico assim, isso...fico assim como  uma cidade vazia.

Acho que é por isso que por muito, muito pouco, fecho a porta e volto para a minha vida! Mas hoje eu não quero mais ser assim tão desabitada, tão esse cenário de filme apocalíptico.
Prazer,entre, não se avexe não, não tente me surpreender,não tente me seduzir, não tente, entra logo e escreva com as pontas dos dedos um poema ao redor de minhas coxas, desça pela minha virilha e vem brincar de ser feliz aqui no meu triangulo das bermudas.



BOM DIA A BEÇA (de Haroldo Brandão)

by Lisa Yuskavage


Em busca do texto perdido
(uma armadilha salvatoriana)

A tua pele branca
não te deixa mais branda
mas eu sou sagi
quando me intoxiquei com teu encanto
sabia que era cruel, too bad
reduzi-me ao canto que me coube
e a seta atravessou
estava no livro: o destino
sigo fundamentalmente só