De quem é a culpa?

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

ERA UM DIA NORMAL (de Haroldo Brandão)


Lord Byron
Quem precisa dormir? ERA UM DIA NORMAL e nada indicava nenhuma anormalidade: cães ladravam e a caravana continuava passando. Na janela Januária há muito  não está mais, vivemos tempos droganáuticos, anfetaminados, hipodérmicos. Uma pressa  não sei pra quê. O amor e a morte andam mais próximos que no tempo de Lord Byron A realidade é assim: te dá um gostinho do mel e do fel mas, como ia dizendo era um dia normal: a política no Brasil é uma perda de tempo, o Flamengo não é um time mas uma religião, bolsões de miséria ao lado de ícones do consumo e poder do capital, nada de novo. De novo apenas a maravilha que é jogar com as palavras, ao vento, ao léu, no papel. Poucas certezas, muita enganação, muito ópio em forma de religião alienante, o que fazer? Para o circo eu nunca fui bom palhaço, no máximo mais um  ator dependendo do cenário, na hora do pão primeiro o meu João mas, e o tempo? Realidade independente de crenças (quinze minutos já se passaram desde o início deste texto), ateus, agnósticos, céticos, ninguém duvida do tempo. A verdade é algo que eu controlo, o controle passa pela minha mente que é quase bipolar. Não me venha com discurso de normalidade. A vida é o que acontece enquanto fazemos outras coisas (já dizia Lennon) mais uma sexta, está aí, depois virão as cabeças ressacadas das segundas. Aproveite o máximo, aproveite o dia, o cérebro é um poder e aliado ao coração, ficamos imbatíveis. Pouca gente entendeu o real significado da frase do cineasta alemão Fassbinder: “poso dormir quando estiver morto”.