De quem é a culpa?

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

JANELAS DISCRETAS Nº 5 (de Marcos Salvatore)


a dignidade intelectual que se foda
viva o subconsciente coletivo
também o cerveja gelada
a algazarra condenada
com penitência de três sábados, dois domingos
trocentos feriados largos
bem acompanhados em papo furado
em território de caça
um ou dois tragos num cigarro emprestado
você me olhando, lá do outro lado
tem gente que te espera pra bater um papo
pra curtir um som desembaraçado
viva até aquela tremenda mancada
bebeu demais, falou demais
rolou assim
pouco grana mas muito amigos
tanta coisa pra se ouvir
pra falar
pra curtir
pra sentir
prostíbulos da cidade, bares cavernosos
colo de puta que escuta
o mundo é grande, é vida nova
é dessemelhante por uma leitura
não existem interpretações mútuas
somente pensamento soltos
uma intenção desfruta um grande sonho
inteiro e quente, doce-amargo,
flor despetalada, fantasiosa
mal-me-quer engarrafado
artesanal
como qualquer invento
me saca às terças e quintas
me carrega e acha pouco
e aqui me encontro, eu acho
de novo no Chaco