A fragilidade é tanta
E tanto é o seu temor
Qualquer toque, profundo êxtase
Acompanhado de infinita dor
O desejado muito esperado
Depois remorso e pavor
Por que tanta punição ao corpo
Querer torná-lo sem cor?
O botão fica viçoso
E logo explode em flor
Lança-lhe o Astro espada quente...
Ela é toda orvalho e frescor
No dia seguinte, se um novo raio a procura
O canteiro já se fez sepultura
Uma cruz solitária é o único esplendor
De quem é a culpa?
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- Renato Gimenes (74)
- VERSÕES CONJUNTAS (19)
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terça-feira, 3 de maio de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
MENINO (de Ronaldo Fonseca)
Trilha Sonora: Menino Nu, Casinho Terra
O menino anda triste
Não acena para as flores
Falam e ele não ouve
Não tem olhado o mar
Fecha-se no quarto
Rabisca interrogações no diário
Lê velhos e novos poemas
Ouve músicas e chora
Tem buscado um amigo
Ele quer gritar
Quer ser ouvido...
Mas ainda canta
quarta-feira, 16 de março de 2011
LARANJAS (de Ronaldo Fonseca)
Trilha Sonora: Minha Sereia
Laranja-cravo
-comum
ou baía
diferentes sumos
texturas
e sabores
mas iguais na alegria
Alegrias verdes
e amarelas
quando fruto
Ou uma alegria anterior
de cor branca
e cheiro de néctar
quando flor de laranjeira
Algumas laranjas
derramam seu caudo
por fartas mesas
Outras são apenas
objeto de desejo
de barrigas secas
No campo ou na cidade
é preciso democratizar as laranjas,
as laranjeiras
Laranja-cravo
-comum
ou baía
diferentes sumos
texturas
e sabores
mas iguais na alegria
Alegrias verdes
e amarelas
quando fruto
Ou uma alegria anterior
de cor branca
e cheiro de néctar
quando flor de laranjeira
Algumas laranjas
derramam seu caudo
por fartas mesas
Outras são apenas
objeto de desejo
de barrigas secas
No campo ou na cidade
é preciso democratizar as laranjas,
as laranjeiras
sábado, 19 de fevereiro de 2011
É PRECISO VOAR (de Ronaldo Fonseca)
Trilha Sonora: Equatorial, Lô Borges.
Deixemos que nossas asas cresçam
E a plumagem se erice ao vento
É tempo de enterrarmos a corrente
Darmos asas aos nossos sentimentos
O medo cai da bagagem
Quando o coração vira enchente
É tempo de voar
Ir de encontro ao transparente
É chegado o momento
De pousarmos um no outro
Num encaixe de liberdade e cimento
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/2781399
Deixemos que nossas asas cresçam
E a plumagem se erice ao vento
É tempo de enterrarmos a corrente
Darmos asas aos nossos sentimentos
O medo cai da bagagem
Quando o coração vira enchente
É tempo de voar
Ir de encontro ao transparente
É chegado o momento
De pousarmos um no outro
Num encaixe de liberdade e cimento
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/2781399
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
DOMINGO (de Ronaldo Fonseca)
Trilha Sonora: Natureza
Na rua as pessoas sorriem
Brincam, jogam conversa fora
As janelas saúdam
Os corpos seminus
Molhados do banho de mar
Correm felizes as crianças
Em suas bicicletas
Os bêbados caem pela calçada
Tomam conta dos butecos
O sol me puxa
Pelas mangas da camisa
E avisa:
- É domingo.
Um presente de http://recantodasletras.uol.com.br/autores/ronaldofonseca
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