De quem é a culpa?

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quinta-feira, 2 de maio de 2013

JANELAS DISCRETAS Nº 20 (de Marcos Salvatore)


Acheropita muda de religião como quem troca uma calcinha suada (estampa de frutas vermelhas). Católica, evangélica. Gostei da fase budista pelos cânticos e da Krishna pelos altos rangos suculentos. Me chama sempre de Sumano e acaba de ligar dizendo "estar" hindu com ênfase em vestibular para faquir.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

JANELAS DISCRETAS Nº 19 (de Marcos Salvatore)



Me equilibro sobre as guias
Procurando não pensar
Ah, um cigarro, agora

Já cruzei toda esta cela
Estou preso, estamos
Por insuficiência de provas de amor (?)

Arrogância e cabecismo não se harmonizam facilmente
É o poste mijando no cachorro

Nem mesmo a vaidade da música climática
Que faz o esfregar dos meus pentelhos
Roçando no seu cu já me convence

A dirigir meus espantos mágicos
Em sua direção

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

JANELAS DISCRETAS Nº 18 (de Marcos Salvatore)



Michelle Dayane teve um caso com um professor de Física no Ensino Médio. Nunca entendeu da matéria, mas achou que se relacionando com homens mais velhos, que falavam alto (adorava isso) faria uma espécie de intensivo não eliminatório. Bom, casou com um e quando este envelheceu e passou a beber sozinho, na sala, cantando, bêbado, Flash Backs do Kool and The Gang, ela resolveu sair com rapazes mais novos, bons dançarinos de forró; daí para provedora madre dos fulanos foi o destino. Eles tiravam cada centavo dela em noitadas universitárias, assim como ela arrancava a pele do marido. Xodó de cu é foda.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

JANELAS DISCRETAS Nº 17 (de Marcos Salvatore)

Grahan Nash, Stephen Still, David Crosby, Neil Young, James Taylor, Joni Mitchell, Carole King, Laura Nyro. Acrescente um céu de firmamento, um pouco de gelo ao vinho barato, uma costela da terra com ascendente venenoso, umas piadinhas sujas antes e depois de cada beijo e você terá uma excelente noite de segunda para terça-feira (só não se esqueça de olhar nos olhos, porra!). PS: dê uma reprisada em "Down By The River", do Neil.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

JANELAS DISCRETAS Nº 16 (de Marcos Salvatore)

Nada descreve o horror de Ageu Pazoud e o meu quando passamos pelo Portal, ontem à noite, e nos deparamos com os inéditos tambores evangélicos do espaço, furibundos em roda de desejo operário. Os bigodes peruanos da Tiazinha me desidratavam de desejo insuspeito: - "Voouu reezaar poor vooêê. Quaal éé´oo seeuu noomee?". Não passava uma agulha. Ruim era o medo de nos cercarem e gritarem: - "Pega". O Ageu tentava não gaguejar na esperança de convencer um garotinho inquisidor que insistia nebulosamente que ele aceitasse Jesus mais uma vez "só pra conferir se era verdade". Antes de sairmos correndo dali, a Tia pergunta o meu nome com a voz mais rouca, queria rezar muito por mim, mas só tenho culhão de responder: - "É Zenaldo".

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

JANELAS DISCRETAS Nº 15 (de Marcos Salvatore)


O cadáver deixado para trás, pelo marido, ou amante, estava intacto. Quando chegamos ao necrotério pude notar uma certa alegria faunesca nos olhos dos médicos-legistas. Realmente ouvi o seguinte cochicho:
- Hoje tem “janta”.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

JANELAS DISCRETAS Nº 13 (de Marcos Salvatore)


Renê enterrava bonecas,

tinha um cemitério e tudo pra elas,

matava e as enterrava depois

 

Marcos caçava vagalumes

Tinha uma rua inteira sem luz, pra isso

Caçava e os guardava depois, pra servir de lamparina orgânica

 

Celi procurava alguém mais cedo, que achasse Drummond quente

Tinha uma oportunidade inteira sacada pra isso

Procurava, mas não encontrou ninguém, bem que eu gostaria

 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

JANELAS DISCRETAS Nº 12 (de Marcos Salvatore)


A cidade ontem esteve desbotada e mega-exposta às mesmas impressões.

Tiros, fogos de artifício, barras de ferro, bombas caseiras. Quem apostou em pelo menos uma morte ganhou.

A pregação vazia e interesseira rondou bairros em busca de sexo e gado, eleitores inscritos.

Voltei pra casa com um puta sono, prévia da insônia, depois, sonhei com luzes de da Vinci, um baita som de fudê das frenéticas no rádio, e cheiro de alguém ao lado.

Agora, bom dia... eu acho.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Janelas Discretas Nº 11 (de Marcos Salvatore)

Encontros e desencontros nas esquinas escorregadias de Belém, segundas intenções, lembranças da Radio Cidade e da perda de identidade. Combinação perigosa sujeita a tempestades dialéticas de quinta.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

JANELAS DISCRETAS Nº 9 (de Marcos Salvatore)




Amanheceu em segredo. Lá fora, uma terça de vontade algo débil, quer perder-se no mistério e no ridículo da florada pai d'égua.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

JANELAS DISCRETAS Nº 8 (de Marcos Salvatore)


Existe algo de menstrual numa segunda-feira pós Eleições, pré Cirial. Difícil absorver um corrimento tão contraceptivo. Portanto, sangue frio e sandálias para mais um dia útil.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Janelas Discretas nº 7 (Marcos Salvatore)


Colocou o neto no colo, enquanto se balançava na cadeira, o consertador de cucos: - "Vamos contar urubus". Um, dois... e o pequeno dormiu.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

JANELAS DISCRETAS Nº 5 (de Marcos Salvatore)


a dignidade intelectual que se foda
viva o subconsciente coletivo
também o cerveja gelada
a algazarra condenada
com penitência de três sábados, dois domingos
trocentos feriados largos
bem acompanhados em papo furado
em território de caça
um ou dois tragos num cigarro emprestado
você me olhando, lá do outro lado
tem gente que te espera pra bater um papo
pra curtir um som desembaraçado
viva até aquela tremenda mancada
bebeu demais, falou demais
rolou assim
pouco grana mas muito amigos
tanta coisa pra se ouvir
pra falar
pra curtir
pra sentir
prostíbulos da cidade, bares cavernosos
colo de puta que escuta
o mundo é grande, é vida nova
é dessemelhante por uma leitura
não existem interpretações mútuas
somente pensamento soltos
uma intenção desfruta um grande sonho
inteiro e quente, doce-amargo,
flor despetalada, fantasiosa
mal-me-quer engarrafado
artesanal
como qualquer invento
me saca às terças e quintas
me carrega e acha pouco
e aqui me encontro, eu acho
de novo no Chaco

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

JANELAS DISCRETAS Nº 3 (de Marcos Salvatore)


O melhor momento do amor é aquele, segundos antes de se perceber apaixonado.

Um mistério une os sorrisos.

Boa tarde, é quarta-feira - O calendario esta repleto delas.

Isso é bom.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

JANELAS DISCRETAS Nº 2 (de Marcos Salvatore)

Bom dia a todos.

Olho pela janela e a manhã nublada me dá uma vontade de fumar que puta que o pariu!

Existe um bom motivo para nunca acordar cedo à terças-feiras.

Será que ainda dá tempo de ir atrás dela?

Talvez, quem sabe até, pegar minhas chaves de volta.(...) Quem sabe?