Tomei de minha estante um encapado, Empoeirado, a ermo. Sem pretensões maiores. Tomei-o à mão E fui ao seu encontro. Ao cumprimentá-lo, foi grosseiro. Me disse que em si continha Prolegômenos! Senti-me estranho - “Que contato mais sem causa” Me senti mais estranho. Ricocheteou algo dentro de mim: - seu afetado! Sou aprendiz, não sou mestre. Pobre...desaprendiz de filosofia. Por isso invento que sei, pois nada sei de tais prolegômenos. Deles não posso mais saber. Senti-me estranho, e agora velho.
Repousei-o sobre a mesa um velado e cínico sorriso no canto da boca... Dei-Lhe adeus. Sirva-se a vontade quem o quiser, vou à banca de revista.
Começo o fim pelo meio afagando minha alma (tão cheia de lascívia) Voltando a cumprimentar o início, sem dizer muita coisa. suspendo a mão direita, estendendo-a, dou meia volta.
Sabedor que não temos final feliz, salto num instante. Retorno ao meio, e construo da vida uma grande esteira, furtando de tudo o momento final.
Recomeço o meio sempre antes do instante que já se confunde com o fim... Mas é somente confusão.
O tempo em minha esteira tem começo meio e fim.
Sabedor que não tivemos um início tão feliz assim salto em direção à um começo enquadrado no centro, e confundo fim com o início e início com meio.
Em minha esteira mando eu! Ninguém aqui a determina. Minha esteira somente a mim determina!
O terminal não chega nunca. Fujo do presente como inicio, que como passa, passado é num breve instante.
Salto para o fim... Um fim que já se confunde com o início Mas é apenas confusão.
Corro por sobre a esteira arredondando a vida para buscar extirpar as extremidades... Suficiente para me confundir a mente que maltrato. Mas é apenas confusão. Parto assim, sem fim e nem começo. Apenas começo do meio fim do fim.